
Este estudo apareceu numa versão online do American Journal Of Clinical Nutrition.
Segundo o Dr. Laurent Brondel e colaboradores, "a restrição do sono pode ser um dos fatores ambientais que contribuem para a epidemia da obesidade".
Doze jovens participaram do estudo onde os pesquisadores avaliaram: sono, alimentação e gasto de energia num período de 4 dias.
Os dois primeiros dias serviram como um período de controle, nos quais os participantes seguiram uma rotina considerada normal. No terceiro dia os participantes foram dormir à meia noite e acordaram às 8 horas da manhã. No quarto dia eles foram dormir às 2 horas da madrugada e acordaram às 6 horas da manhã.
Não houve restrições na alimentação.
Os pesquisadores constataram que os participantes consumiram 22% mais calorias (com um aumento calórico de 560cal/dia) no dia em que dormiram menos.
Os pesquisadores sugeriram que talvez come-se mais depois de uma curta noite de sono porque os mamíferos evoluíram para armazenar as calorias no verão, quando as noites são curtas e a comida é abundante. Será?
Outros estudos têm mostrado que as interrupções de sono estão associadas com uma alteração no metabolismo da gordura.
Os geneticistas Molly Bray e Martin Young do Children's Nutrition Research Center, no Texas, estão estudando a relação do ritmo cercadiano humano e seus efeitos sobre a obesidade.
Estudos mostram que o ideal é uma noite de 7 horas de sono.
Enquanto isso eu recomendo: durma bem e engorde menos!